Projeto sobre reação adversa a medicamentos é pioneiro no Brasil
Alex Sena
Admissã
o Admissão Hospitalar por Reação Adversa a Medicamentos em Hospitais de Salvador, é o nome do mais novo projeto patrocinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, que começa a funcionar em março na capital baiana. A iniciativa pretende mapear as Reações Adversas a Medicamentos – RAM em pacientes internados nos hospitais participantes do projeto: Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, São Rafael, Santo Antônio e Santa Isabel. O projeto será desenvolvido por uma equipe de médicos especialistas, farmacêuticos, engenheiros sanitaristas e enfermeiros, que irão fazer o acompanhamento dos pacientes que apresentarem o diagnóstico causado por RAM.
A iniciativa tem como objetivos a identificação de pacientes com reações adversas em hospitais que foram contemplados no projeto, a avaliação da relação de causa das reações adversas, identificação dos medicamentos envolvidos, a determinação da média de permanência hospitalar, a análise dos custos, a comparação das informações presentes nas bulas com as reações relatadas pelos pacientes e a identificação dos possíveis casos de automedicação.
De acordo com Antonio Carlos Beisl Noblat, coordenador do projeto, esta iniciativa é pioneira no Brasil. “Nunca houve a preocupação em fazer um levantamento quantitativo sobre a admissão em hospitais por reação adversa a medicamentos”, afirma Noblat. Segundo ele há medicamentos que são produzidos fora do país e por isso as reações adversas podem ser bastante distintas, que envolve diferentes fatores como os climáticos, de hábitos alimentares e até mesmo da própria condição de vida do individuo como falta de saneamento básico, entre outros aspectos.
Noblat também destaca que a notificação sobre RAM pode ser feita diretamente na ANVISA, através do site da agência e descrever detalhadamente os sintomas e identificar o medicamento causador da reação.
A participação no Projeto, só será feita nos pacientes internados, com o consentimento dos mesmos, em um dos quatros hospitais contemplados e que aparentem suspeitas de RAM. Já aqueles pacientes que derem entrada em unidades hospitalares devido a overdose e eventos adversos decorrente de erros de medicação, não serão inclusos no projeto.
1 Comentário
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Alex, esta informação é bastante relevante, pois a questão dos efeitos colaterais dos medicamentos não chega ao conhecimento do público. Adorei o blog! Voce é muito objetivo ao veicular a notícia.
Bons fluidos!
Atma.